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Corrida de rua: Cuidados com a saúde

 

Entrevista ao vivo TV Brasil programa Stadium, 2017

A equipe do programa Stadium escolheu um tema super-importante para quem corre. Praticar a corrida, em geral, é muito seguro. Mas é preciso reconhecer saber reconhecer sinais de alerta  do organismo quando algo vai errado…

Foi uma delícia participar!

Obrigada #programastadium #tvbrasil

 

assistência à saúde, avaliação médica, cuidado, Cuidado integral, enfermagem, medicina, multidisciplinar, Paciente, paradigma médico, Sem categoria

O médico ou o paciente no centro do cuidado?

O cuidado centrado no paciente, por incrível que pareça, ainda é fora da realidade para muitos médicos.

Copérnico, que era jurista, médico e astrônomo, publicou em 1543 sua teoria de que a Terra não era o centro do universo. Em 1700, poucos astrônomos estavam convencidos de que a Terra era apenas mais um planeta que girava em torno do sol. Entretanto, os estudos subsequentes permitiram a comprovação de sua teoria e que o Universo era muito maior do que se pensava em princípio. A Terra era apenas um planeta pequeno.

A assistência à saúde que não tem o paciente como centro, objeto e objetivo é como a teoria geocêntrica. Médicos que ainda acreditam ser o centro do universo na sua prática são os que já ouviram falar da teoria heliocêntrica, mas não acreditam nela. Talvez nunca acreditem e morram acreditando ser o médico o centro do cuidado.

Mas os anos passarão e os pacientes reivindicarão seu lugar de sol. E, como diria Darwin, a melhor e mais adequada postura sobreviverá.

Eu, que sou médica, sei que sou apenas mais um entre os diversos astros no universo do cuidado, como os enfermeiros, fisioterapeutas, assistentes sociais, nutricionistas, farmacêuticos, terapeutas ocupacionais e familiares.

O cuidado centrado no paciente passa pelo direito à informação e educação, à escolha do paciente, ao suporte emocional, à continuidade e transição, ao conforto físico, à coordenação e integração do cuidado, ao envolvimento de familiares e amigos e ao acesso ao cuidado (Picker Institute e Harvard Medical School).

O cuidado centrado no paciente é óbvio para quem já o pratica, tal qual acreditar na teoria de Copérnico nos dias atuais. Mas, os presos ao antigo paradigma, mantêm-se resistentes e ao cuidado multidisciplinar e espinhosos quando encontram um médico que coloca o paciente no centro de sua assistência e respeita os demais participantes do processo do cuidado. Tal como a resistência que Copérnico sofreu.

 

Inspirada no dia-a-dia e nos artigos:

“Defining ‘Patient-Centered Medicine'”de Charles L. Bardes, New England Journal of Medicine 2012; 366:782-783.

Institute of Medicine. “Crossing the Quality Chasm: A New Health System for the 21st Century”

http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMp1200070#t=article

Resultado de imagem para care centred medicine

http://www.oneviewhealthcare.com/the-eight-principles-of-patient-centered-care/

 

atividade física, Cardiologia, Doenças do Coração, Sem categoria

Corrida – AVALIAÇÃO MÉDICA: QUEM, QUANDO E O QUE DEVE SER FEITO?

INÍCIO / BLOG DA MARATONA
#TIMEMARATONADORIO: AVALIAÇÃO MÉDICA: QUEM, QUANDO E O QUE DEVE SER FEITO?
Por Equipe Maratona do Rio 09/02/2017

 

Fabíula Schwartz explica quais são os principais passos para começar a correr com segurança

Ser um corredor é sinônimo de ser uma pessoa saudável. Essa máxima nem sempre é uma verdade absoluta. A saúde precisa andar lado a lado com a corrida, tanto para os iniciantes quanto para os veteranos. Ao começar a correr, muita gente fica em dúvida sobre o que checar e quais exames devem ser feitos. Já entre os veteranos, não existe privilégio, é importante que o cuidado com a saúde seja contínuo.

A Cardiologista do Esporte Fabíula Schwartz, membro do Time Maratona do Rio, preparou algumas orientações para ajudar os iniciantes a começar a correr com segurança, e os veteranos a não deixarem a responsabilidade de lado. Leia e ponha em prática para os próximos desafios!

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 DECIDI COMEÇAR A CORRER. E AGORA?

Parabéns! A decisão por começar a correr é o primeiro passo para a superação pessoal, vitórias e cuidados com a saúde. O sedentarismo é uma das causas que mata mais pessoas no mundo. Em geral, correr é melhor e mais seguro para a saúde do que ficar no sofá.

O segundo passo é saber se você já está pronto para correr. Para usar o exercício físico a favor e não contra a sua saúde, você deve saber se correr é seguro para você. Para descobrir isso, é importante se fazer alguns questionamentos:

  1. Você tem mais de 35 anos?
  2. Tem algum familiar com histórico de cardiopatia ou morte súbita?
  3. Tem algum problema de saúde ou doença crônica?
  4. Você sente ou já sentiu tonteira, dor no peito ou desmaiou?
  5. Você sente algum outro sintoma?

Se você respondeu NÃO a TODAS as perguntas: provavelmente você tem baixíssimo risco para a prática da corrida. Ainda assim, a avaliação medica é importante.

Mas, se você respondeu SIM a PELO MENOS UMA, você deve priorizar avaliação médica individualizada e especializada.

Atenção: os problemas cardíacos são responsáveis por mais de 90% das mortes súbitas durante o exercício físico. Uma avaliação médica especializada pode te dar mais segurança para a prática da corrida, identificando as pessoas que têm alguma predisposição a um ataque cardíaco, por exemplo.

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APÓS A AVALIAÇÃO MÉDICA, É HORA DOS EXAMES

Uma avaliação médica pré-participação esportiva deve constar de anamnese (entrevista médica) completa e exame físico. A anamnese deve detalhar possíveis sintomas, a história familiar, doenças pregressas e atuais, hábitos de vida e histórico de práticas esportivas. O exame físico deve dar especial atenção aos sistemas cardiovascular e osteomioesquelético (ossos, articulações e músculos).

A Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, em conjunto com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, recomendam que um eletrocardiograma seja feito na avaliação pré-participação esportiva.

O eletrocardiograma de repouso pode mostrar alterações sugestivas de cardiopatia e risco de morte súbita. Acontece que, muitas vezes, um sinal de risco só pode ser identificado durante a realização de esforço físico. Por isso, um teste ergométrico servirá para avaliar o comportamento do seu organismo durante o exercício de intensidade crescente.

Não estranhe se exames de sangue, radiografia e tórax, ecocardiograma e outros exames complementares forem pedidos pelo seu médico. Isso depende exclusivamente do perfil de risco da pessoa, identificado por meio de dados obtidos na entrevista e no exame físico. A investigação deve prosseguir caso haja suspeita de alguma doença.

Mais um ponto de atenção: não subestime a necessidade da avaliação médica. Um “atestado” apenas não basta. Procure um médico capacitado em avaliação cardiológica pré-participação esportiva e corra tranquilo.

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EXAMES SÃO IMPORTANTES TAMBÉM PARA OS VETERANOS

Para um corredor veterano, uma avaliação médica anual deve fazer parte da rotina. Seu médico pedirá os exames necessários mediante seu perfil clínico e de risco conhecidos. Caso tenha alguma doença ou condição especial, a frequência de consultas médicas deverá ser maior, para seu controle adequado. Não necessariamente todos os exames devem ser repetidos a cada avaliação. Seu médico individualizará a estratégia de acordo com sua necessidade.

E, claro, se perceber algum sintoma, faça nova consulta independentemente da sua programação de retorno. Sempre vale o reforço: nunca busque só um “atestado”. Busque ser avaliado quanto à segurança do seu treino e das provas que pretende fazer.

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PENSANDO EM GRANDES PROVAS, COMO A MARATONA DO RIO, O CHECK UP COMPLETO É FUNDAMENTAL

Se você pensa em correr uma grande prova, o treinamento já deve fazer parte da sua rotina. E, para treinar, é preciso checar sua saúde antes.

Para quem já treina sem avaliação médica, é sempre tempo de fazer um check up completo antes da prova para a qual você está inscrito. Nas competições, testamos nossos limites. Uma avaliação médica adequada nos permite conhecer condições que predispõem situações críticas e emergenciais, evitando-as.

Como a avaliação médica pode variar entre um dia de consulta com eletrocardiograma até a realização de exames previamente agendados, não adie mais. Faça seu check up o quanto antes! Afinal, você terá outros desafios pela frente. Boa corrida!

 

MÉDICA CARDIOLOGISTA, FABÍULA SCHWARTZ SE INTERESSOU LOGO NO INÍCIO DA PROFISSÃO PELO PODER DO EXERCÍCIO FÍSICO NA PREVENÇÃO E NO CONTROLE DE DOENÇAS CRÔNICAS. É ESPECIALISTA EM MEDICINA DO EXERCÍCIO E DO ESPORTE E UMA DAS MÉDICAS DA EQUIPE DE SAÚDE DA MARATONA DO RIO DESDE 2010. NO CONSULTÓRIO, AVALIA E CUIDA DE CORREDORES ANO TODO. E CANDIDATOS A CORREDORES TAMBÉM.
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Coração artificial e exercício

heartmateiiiCoração artificial: os componententes básicos são a bomba (inserida no tórax), o controlador e as baterias (externamente), ligados entre si por um cabo de energia e comando (lifeline). Ilustração e radiografia do dispositivo HeartMate II®.Créditos Thoratec.
Coração artificial e retorno à vida
O coração artificial é uma realidade atual. Pacientes com esse tipo de suporte estão voltando às compras, ao trabalho, à escola. Exercícios melhoram a qualidade de vida desses pacientes. Créditos à Marvel. Foto do meu noivo;)

A ficção científica invade a prescrição médica atual. Pacientes portadores de coração artificial vivem em suas casas, retomam suas atividades habituais e buscam melhor qualidade de vida(1).

O uso de suporte circulatório mecânico com função de substituição da bomba cardíaca foi iniciado na década de 1980 quando o paciente permanecia com falência da bomba cardíaca após cirurgia cardíaca(3). Com a evolução dessa tecnologia, pacientes em estágio final de insuficiência cardíaca (IC)(coração dilatado) podem ser beneficiados com dispositivos de assistência ventricular (DAV) de curta ou de longa permanência. Os de longa permanência permitem que seus portadores recebam alta hospitalar(1).

Inicialmente, o implante de DAV era indicado como ponte para melhora da função do coração ou ponte para transplante cardíaco (Tx)(1)(3). Entretanto, com a evolução das gerações dos DAVs, a maior sobrevida de seus portadores somada à escassez de corações doados, o tempo de permanência com o dispositivo tornou-se mais prolongado. Assim, recentemente, a terapia de destino também passou a ser uma indicação possível(1).

Ao receberem alta hospitalar, os pacientes portadores de DAVs, geralmente encontram-se consumidos pela grave doença cardíaca que possuem, caquéticos, com fraqueza muscular, dependentes para o autocuidado e com cansaço aos esforços leves(4). A recuperação da capacidade funcional tem relação direta com a melhora da qualidade de vida. Um programa específico de treinamento físico pode melhorar a tolerância aos esforços e sua utilização tem sido descrita na literatura(2).

Os DAVs demonstraram ser capazes de desospitalizar e aumentar a sobrevida de pacientes com IC avançada. A realização de um programa de exercícios físicos cercado de cuidados específicos pode levar os portadores de DAVs a outro patamar, com maior tolerância aos esforços, independência e qualidade de vida.

Referências bibliográficas:
1. Emin A, Rogers CA, Parameshwar J, Macgowan G, Taylor R, Yonan N, et al. Trends in long-term mechanical circulatory support for advanced heart failure in the UK. Eur J Heart Fail. 2013 Oct;15(10):1185–93.
2. Hayes K, Leet AS, Bradley SJ, Holland AE. Effects of exercise training on exercise capacity and quality of life in patients with a left ventricular assist device: a preliminary randomized controlled trial. J Heart Lung Transplant Off Publ Int Soc Heart Transplant. 2012 Jul;31(7):729–34.
3. Ramakrishna H, Jaroszewski DE, Arabia FA. Adult cardiac transplantation: a review of perioperative management (part-II). Ann Card Anaesth. 2009 Dec;12(2):155–65.
4. Laoutaris ID, Dritsas A, Adamopoulos S, Manginas A, Gouziouta A, Kallistratos MS, et al. Benefits of physical training on exercise capacity, inspiratory muscle function, and quality of life in patients with ventricular assist devices long-term postimplantation. Eur J Cardiovasc Prev Rehabil Off J Eur Soc Cardiol Work Groups Epidemiol Prev Card Rehabil Exerc Physiol. 2011 Feb;18(1):33–40.
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Receita para infartar

receita de infarto do miocárdio

  • Fumar
  • Comer muito açúcar, gordura, sal
  • Não se exercitar
  • Viver estressado
  • Cultivar a barriga
  • Não controlar a pressão arterial
  • Não dominar o colesterol alto
  • Ignorar o controle do Diabetes

E se você tiver os fatores de risco abaixo, mais fácil será:

  • Mais idade. #sqn … jovens têm infartado cada vez mais.
  • Ser homem. As mulheres têm risco aumentado após menopausa.
  • História familiar de doença cardíaca. Herança éherança… mas controlar os fatores de risco acima pode evitar a ativação genética e a adição de risco sobre risco.

Você segue essa receita? E quem você ama, seu pai, sua mãe, irmãos?

Eu não carimbo essa receita… de jeito nenhum!

Mas você pode usá-la para refletir sobre o que tem feito de bom e de ruim com seu coração. Trate bem seu coração por toda sua vida!

Curtiu? Então compartilhe com quem você ama.

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Saiba como se cuidar.

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Endocardite Infecciosa

A endocardite é uma grave infecção do revestimento interno do coração (endocárdio) e pode matar. Você sabe o que é?

Saiba o que é e se você pertence ao grupo de risco
Endocardite – Você está no grupo de risco?

A endocardite geralmente ocorre quando bactérias ou fungos espalham-se através da corrente sanguínea e aderem-se a áreas danificadas do coração. A endocardite pode prejudicar ou destruir válvulas cardíacas e pode levar a complicações, representando risco de morte ao paciente. Tratamentos para endocardite incluem antibióticos venosos de uso prolongado e, em certos casos, cirurgia  cardíaca.

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Pressão Alta

Você certamente conhece alguém que tem pressão alta. Assim é conhecida a hipertensão arterial, uma doença silenciosa que pode levar a sérios problemas de saúde e até a morte.

Conheça mais sobre a hipertensão arterial e não deixe esse problema lhe surpreender. Continue lendo “Pressão Alta”